SÓ OS AMANTES SOBREVIVEM + A PEQUENA CAÇAROLA DO ANATOLE DOMINGO 09

A PEQUENA CAÇAROLA DO ANATOLE, Eric Mountchaud, 5min +
SÓ OS AMANTES SOBREVIVEM
USA, M/16, cores,123min

Titulo Original: only lovers left alive // De: Jim Jarmusch // Com: Tilda Swinton, Tom Hiddleston, Mia Wasikowska, John Hurt, Anton Yelchin

Um filme romântico e nostálgico onde a personagem central é o próprio argumento, tão unicamente e só a Eternidade vista através dos e dos sentimentos de Adam e Eve, vampiros belos, etéreos e angélicos. Não comem, não bebem, tocam-se afectuosamente e sempre castamente. Falam de Pessoas e de Coisas de outros séculos como se eles próprios recordassem tudo o que já viveram, mas eles são diferentes porque irão sempre sobreviver. Mas o alimento divino vai encaminhá-los para um afastamento dessa Eternidade mais do que paradisíaca porque feita pelo Homem.
O novo filme de Jarmusch, Só os Amantes Sobrevivem, é uma história de vampiros contemporânea, embebida em música e interpretada por Tom Hiddleston, Tilda Swinton, John Hurt, Mia Wasikowska, Anton Yelchin e Jeffrey Wright. Competiu no Festival de Cannes de 2013.


CIÚME + O TRONCO DE NATAL DOMINGO 16

O TRONCO DE NATAL, Stephane Aubier, Vincet Patar 26min +
CIÚME
FRA, 2013, Cores, 77 min.

Título original: La Jalousie // De: Philippe Garrel // Com: Louis Garrel, Anna Mouglalis, Rebecca Convenant // Género: Drama // Classificação: M/12


Louis (Louis Garrel) vive com Claudia (Anna Mouglalis) num estúdio modesto e minúsculo. Foi por ela que deixou Clothilde (Rebecca Convenant), a mãe da sua filha, Charlotte. Tanto Louis como Claudia são actores em dificuldade. Ele ainda vai conseguindo alguns papéis; ela, outrora uma estrela em ascensão, nunca mais recebeu ofertas. Louis, que acredita no talento dela, tenta constantemente encontrar-lhe trabalhos, mas em vão. Claudia receia que ele a deixe, tal como fez com Clothilde. Mas, um dia, recebe uma proposta sedutora. Agora, é Louis quem tem medo de perder Claudia… No meio de toda esta trama de encontros, desencontros, paixão, medo e ciúme, a pequena Charlotte tenta
dar sentido ao que a rodeia. Um drama familiar do premiado realizador francês Philippe Garrel
(“Liberté, la Nuit”, “Os Amantes Regulares”, “Inocência Selvagem”).
O argumento – que escreveu em parceria com Caroline Deruas (a companheira), Arlette Langmann e Marc Cholodenko – tem contornos autobiográficos, já que se inspira num caso extraconjugal do pai. O papel do pai é desempenhado pelo filho do cineasta, Louis Garrel. A filha, Esther Garrel, também integra o elenco. Filmado a preto e branco, com música de Jean-Louis Aubert, “Ciúme” foi apresentado em competição no 70.º Festival Internacional de Cinema de Veneza.

Charulata + Senhor Hublot DOMINGO 23

SENHOR HUBLOT, Laurent Witz, Alexandre Epigares, 11MIN +
CHARULATA
Índia, 1964, Cores, 120 min.

Título original: Charulata // De: Satyajit Ray // Com: Madhabi Mukherjee, Shailen Mukherjee, Soumitra Chatterjee // Género: Drama, Romance // Classificação: M/12

Charu (Madhabi Mukherjee) é casada com Bhupati (Sailen Mukherjee), um indiano abastado. Apesar de se considerar uma mulher privilegiada, ela deambula pela casa, sentindo-se profundamente
só. Por causa disso, Bhupati pede a Amal (Soumitra Chatterjee), um primo afastado, para fazer companhia à sua esposa e lhe ensinar tudo o que sabe sobre literatura. Com o passar tempo, Charu
e Amal vão ficando mais íntimos até perceberem que estão apaixonados. Mas, apesar do desejo intenso que cada um nutre pelo outro, ele é incapaz de trair a confiança do primo.
Filmado em 1964 pelo aclamado realizador Satyajit Ray (1921-1992), uma história situada em Calcutá (Índia), nos finais do séc. XIX, que adapta a obra “Nastanirh” escrita por Rabindranath
Tagore, em 1901. “Charulata” arrecadou o Urso de Prata para Melhor Realizador e o Prémio OCIC na edição de 1965 do Festival de Cinema de Berlim. Meio século após a sua estreia, a Leopardo
Filmes fá-lo regressar ao grande ecrã na versão restaurada.

Amar, beber e cantar + Kiki de Montparnasse DOMINGO 30

KIKI DE MONTPARNASSE, Amelie Harrault, 14min +
AMAR, BEBER E CANTAR
FRA, 2014, Cores, 108 min.

Título original: Aimer, boire et chanter // De: Alain Resnais // Com: Sabine Azéma, Hippolyte Girardot, Caroline Sihol // Género: Comédia

No condado de Yorkshire, Inglaterra, três casais são abalados pela triste notícia de que George Riley, um amigo em comum, sofre de uma doença terminal e que lhe restam seis meses de vida.
De forma a aliviar a dor de George e proporcionar-lhe alguma alegria nos últimos meses, os seis decidem convidá-lo para se juntar ao seu grupo de teatro amador. O que ninguém esperava era que
aquela aproximação fizesse vir ao de cima muitas histórias do passado que iriam alterar a dinâmica entre cada casal. E as coisas complicam-se quando George – que, no filme, nunca chega a ser visto ou ouvido – resolve fazer uma viagem a Tenerife, Espanha. Cada uma das mulheres, determinada a marcar a diferença na vida dele, quer acompanhá-lo, deixando os seus respectivos maridos em total perplexidade…
Adaptando “Life of Riley”, uma peça de Alan Ayckbourn, esta é a derradeira obra de Alain Resnais, o celebrado realizador de “Hiroshima Meu Amor” (1959), “É Sempre a Mesma Cantiga”
(1997), “Corações” (2006) e “As Ervas Daninhas” (2009), entre outros. Os actores são uma mistura de presenças regulares e estreantes na companhia do cineasta: Sabine Azéma, Hippolyte
Girardot, Caroline Silhol, Michel Vuillermoz, Sandrine Kiberlain e André Dussollier.



OUTUBRO 2014

05_Domingo_1960_ Rodrigo Areias, M/12, 68’ + A RUA DA ESTRADA_Graça Castanheira, M/12, 24’

12_Domingo_BOM DIA_Yasujiro Ozu, M/12, 93’

19_Domingo_O ACTO DE MATAR_Joshua Oppenheimer, Christine Cynn, M/16,115’

26_Domingo_IDA__Pawel Pawlikowski, M/12, 80’

1960 + A RUA DA ESTRADA Domingo 05


1960, Rodrigo Areias, M/12, 68’
A RUA DA ESTRADA, Graça Castanheira, M/12, 24’

1960
Em 1960, o arquitecto Fernando Távora (1923-2005) esteve durante cinco meses em viagem pelo mundo, registando as suas impressões dos países por onde passava. Meio século depois,
o realizador Rodrigo Areias (“Estrada de Palha”) pega nos escritos de Távora, dá-os a ler ao actor Marcos Barbosa e usa-os para sonorizar uma série de imagens em Super 8 filmadas nesses
mesmos locais. Apresentado na 37.ª Mostra de Cinema de São Paulo, Brasil, e no DocLisboa 2013, “1960” recebeu o prémio de Melhor Filme na 17.ª edição Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira.
“A partir do Diário de Bordo de Fernando Távora, Rodrigo Areias percorreu alguns dos locais onde o arquitecto esteve em 1960. Imagens de Tóquio, Nova Iorque - e a subida ao Empire State Building -, do México, do Egipto, são-nos apresentadas, sempre filmadas em Super 8, e acompanhadas, em voz off, pelos escritos de Távora, que se adequam na perfeição ao que assistimos, apesar da diferença de décadas entre ambos. Conhecemos os locais e, ao mesmo tempo, os comentários do arquitecto, de
admiração ou de desprezo por determinada edificação. Os melhores momentos de 1960 acontecem na ida a Taliesin, em Spring Green, e demonstram na perfeição as emoções fortes que Fernando Távora sentiu ao visitar a residência de Frank Lloyd Wright, bem como o lugar onde este se encontra sepultado. Apesar das dificuldades que se apresentavam, a insistência do arquitecto português falou mais alto: “Nem que eu tenha de ir a pé, vim de Portugal para ver Taliesin” foi a frase decisiva para que o levassem ao local. Também Rodrigo Areias nos leva lá, muitos anos depois, e faz-nos sentir as mesmas emoções.”

RUA DA ESTRADA
FILMES CAMPUS/ESTALEIRO
No âmbito do projeto Estaleiro (desenvolvido pela equipa do Curtas), desenvolveu-se o Campus, um programa de formação de estudantes de cinema. Como corolário deste programa foram produzidos quatro filmes, realizados por quatro cineastas portugueses, cuja equipa de produção foi composta por estudantes.
Em “A Rua da Estrada” percorrem-se as estradas nacionais, com a sua muito peculiar paisagem - sismógrafo do tempo que passa.
Lida pelo olhar avisado do geógrafo Álvaro Domingues, uma viagem por Portugal, tal qual é.